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Interrupção

O blog foi suspenso. Não se trata de adeus, mas até logo. A produção do Blog consumia muito tempo, talvez, com certeza, pela falta de prática do aprendiz de blogueiro. A experiência foi muito rica e prazeirosa. Muitos amigos e internautas interagiram com o Blog e deram preciosas colaborações, muitas vezes polêmicas e, por isso mesmo, enriquecedoras. Dentro em breve voltaremos.
Escrito por Blog do thiollier às 10h26
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Feliz Natal e próspero 2009

O Blog será interrompido nesta sexta-feira, 19 de dezembro.
O objetivo da paralização é o descanso.
Um grande abraço aos amigos e amigas.
Escrito por Blog do thiollier às 15h50
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From: Carlos Brickmann To: thiollier@thiollier.blog.br Sent: Wednesday, December 17, 2008 8:01 PM Subject: O máximo!
Alexandre: Que honra! É uma tremenda demonstração de prestígio ser citado por você. Abração Carlinhos
Carlos
Sinto-me honrado em publicar sua coluna, inteligente, mordaz e informada, como todas deveriam ser.
Enorme abraço
Alexandre Thiollier
From: luiz de gonzaga giannini To: thiollier@thiollier.blog.br Sent: Wednesday, December 17, 2008 6:48 PM Subject: [Spam] Re: Blog Thiollier (17/12/08): Brickmann, Flexibilizar CLT, mandatos longos, fim da reeleição
Prezado Dr. Alexandre, um feliz Natal para o Sr. e Exma.Família e um ano de 2009 repleto de grandes realizações.L.de G. Giannini OAB/SP 28843.
Prezado L. de G. Giannini
Muito obrigado pelos votos de Natal e de Ano Novo.
Mando-os em dobro.
Grande abraço
Alexandre Thiollier
From: Ugo Barbieri To: thiollier@thiollier.blog.br Sent: Tuesday, December 16, 2008 5:50 PM Subject: [Spam] RES: Blog Thiollier (12/12/08)
Prezado Alexandre,
Agradeço as matérias interessantes que publicou no seu blog em 2008 e aproveito a oportunidade para desejar-lhe Feliz Natal e um ótimo 2009.
Cordialmente,
Ugo Franco Barbieri Horton International
Prezado Ugo
Obrigado por seus votos relativos ao Blog.
Desejo-lhe também, e aos seus, um Feliz Natal e um ótimo 2009.
Grande Abraço
Alexandre Thiollier
O nosso amigo Miguel Matos do Migalhas, escreveu abaixo:
Abraços
A.Palma
Antônio Jacinto Caleiro Palma
Salto alto
Já que Migalhas começou o informativo com sapatos, é bem o momento de agradecer ao francano Antônio Jacintho Caleiro Palma, ilustre advogado em São Paulo, pelo envio de seu belíssimo livro "Ventos que sopram, da Franca para a França". Obrigado doutor. Sente-se os ares finos da Franca, em plena praça Barão (também conhecida como o ventilador dos "Taveira"), como se estivéssemos com Higinote na Champs Elisée. Viajando por estas oníricas sendas, os doces francanos são saboreados como os da Fauchon; o Café de La Paix é o Café Globo; Miramontes é como os arredores da Cidade Luz; e as fazendas e seus cafezais, todas dos Caleiro (Santana, Betânia, São Manoel, etc), são os Castelos da redondeza. Como se vê, são ventos que sopram, porque da Franca para a França não há diferença. A não ser um intrometido cedilha.
Publicado.
Alexandre Thiollier
Escrito por Blog do thiollier às 15h42
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Embargo a Cuba

A cúpula latinoamericana, reunida em Sauípe, pediu o fim do embargo comercial norte-americano, à Cuba.
O embargo colocado seco, direto, parece ser obra da tradicional maldade americana.
A história é diferente.
Em 1962, os soviéticos transportaram foguetes com ogivas nucleares para a Ilha governada por Fidel Castro.
O objetivo era provocar os Estados Unidos, em resposta à instalação de armas similares na Turquia, apontadas para a União Soviética.
Os foguetes instalados em Cuba tinham alcance intermediário. Seu espectro era toda a costa leste americana.
Não se trata de quem era bonzinho, mas de correlação de forças na guerra fria.
Os americanos instalaram o bloqueio naval e comercial, para isolar Cuba, que sobreviveu à retirada das armas soviéticas de Cuba e também de foguetes de longo alcance da Turquia.
Houve um acordo pelo qual os soviéticos não mais instalariam armas nucleares em Cuba. Em contrapartida, os Estados Unidos não invadiriam Cuba, mas poderiam manter o bloqueio à Ilha.
O resto da história é conhecida.
Remover o bloqueio não é mais um ato de vontade.
Barack Obama acenou com negociações com Cuba, sem restrições de pauta.
O fim do bloqueio poderia estar em pauta, desde que associado a medidas liberalizantes em Cuba, tais como a libertação dos presos políticos.
O ato de vontade proclamado em Sauípe não toca nas mudanças políticas em Cuba. Ou pior, passa por cima delas.
Não tem como prosperar.
Escrito por Blog do thiollier às 15h25
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Reeleição, Serra baixa a guarda

O governador José Serra (PSDB/SP) pisou na bola, a meu ver.
Obviamente ele tem todo o direito de concordar ou discordar com a reeleição, se e onde achar.
O que soa estranho é a concordância com as proposições do deputado João Cunha (PT/SP), que teve seu parecer aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, sobre o fim da reeleição para todos os níveis de executivos e a prorrogação dos mandatos, inclusive parlamentares, para cinco anos.
O “xis” da questão é que essas propostas entrariam em vigor já em 2010.
Trata-se de um casuísmo. Os atuais detentores de mandato do executivo tiveram direito à reeleição. Os prefeitos exercerão seus mandatos até 2012. Os senadores foram eleitos por oito anos. Um terço terá mandato até 2014.
Para se evitar casuísmo, caso viesse a ser aprovada o fim da reeleição e a prorrogação dos mandatos dos legislativos, o correto seria que isto acontecesse a partir de 2014.
Por outro lado, acho errado a mudança das regras do jogo periodicamente. Não é assim que as democracias consagraram seus alicerces.
Qual o problema da reeleição?
Na verdade, um político exerce seu mandato por oito anos. Aos quatro anos, ele se submete a um “pebliscito”.
Deve-se aperfeiçoar o processo de reeleição.
É pertinente que um mandatário se desincompatibilize do cargo quando disputar a reeleição, para não ter vantagens inaceitáveis sobre seus concorrentes.
O que é inaceitável é que o país mude suas regras eleitorais a cada vinte anos.
Serra concorda com as mudanças ou está fazendo “média” para tentar ser melhor “deglutido” em 2010?
Escrito por Blog do thiollier às 15h19
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Deputado afastado

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT/SP), anunciou nesta quarta-feira a substituição do deputado Walter Brito Neto (PRB/PB) pelo suplente Major Fábio (DEM/PB).
Walter Brito pertencia ao Democratas, quando se mudou, com armas e bagagens, para o PRB, após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segundo a qual perderiam mandato aqueles que trocassem de partido.
O TSE e depois o STF (Supremo Tribunal Federal) determinaram a substituição ao presidente da Câmara, sucessivas vezes.
Chinaglia, baseado num parecer da assessoria jurídica da Câmara dos Deputados, segurou Walter Brito, até que o último recurso fosse julgado.
Parte da imprensa e muita gente criticou Chinaglia, acusado de descumprimento das decisões da Justiça.
Não é o que parece.
Caso Chinaglia tivesse se recusado a cumprir as decisões do TSE e do STF, estes tribunais dispunham de instrumentos para fazer cumprir suas decisões.
A decisão da Presidência da Câmara faz sentido. Imaginem se a cada julgamento de um recurso um deputado fosse destituído e outro assumisse em seu lugar. Como a opinião veria o troca-troca?
Esgotados todos os recursos, Chinaglia mandou embora quem de direito e chamou o substituto. ´
A legislação imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral aos políticos, independente de sua correção, só pode ser modificada pelo Congresso Nacional, que até agora tem se calado a respeito, aceitando, de fato, as determinações da Justiça Eleitoral.
Escrito por Blog do thiollier às 15h14
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Centro da questão

Uribe não se emenda Ser mordido pelo reelection retrovírus não é exclusividade de algum ponto fixo no espectro ideológico da América Latina. O papagaio Chavez não perde a chance de enfiar goela adentro dos venezuelanos a reeleição perpétua. Rafael Correa segue colado, com maiores chances de emplacar o sonho da governança eterna. Evo Morales não emplacou ainda. Jurou de pés juntos estar convertido à rotatividade de poder. Álvaro Uribe, da Colômbia, acaba de ser derrotado na Câmara dos Deputados, que rejeitou o terceiro mandato, mas aprovou um referendo para 2014. A questão seguiu para o Senado, onde o presidente nada com maior desenvoltura. Uribe tem 70% de popularidade, além de um abaixo-assinado com milhões de assinaturas pela sua continuidade. Se o retrovírus pegar ......
Coerência zero Esperei, esperei, mas não vi pronunciamento algum do corajoso pessoal que pleiteia a revisão da Lei da Anistia, para um lado só, o dos apoiadores da ditadura, passando por cima do que foi politicamente acertado na transição da ditadura para a democracia. Até aí, tudo bem. Talvez se trate de divergências sobre como serenar o caldeirão da história. Raul Castro, ungido presidente de Cuba, transitou livre pelas maravilhas do nosso litoral. Sem contar os abnegados de sempre, alguém viu, por exemplo, portadores de chapéus vermelhos estrelados cobrar a responsabilidade pelas vidas e prisões de cubanos criminosos por defenderem commodities, tais como liberdade de opinião, reunião, organização e locomoção?
Acinte Sempre que os apartamentos funcionais da Câmara dos Deputados são reformados, eclode a onda de hipocrisia. Tabulam-se até o valor de tampas de garrafas, como prova do assalto à Viúva. Se os deputados não ocuparem esses apartamentos, terão de se estabelecer em hotéis, cujos custos são sempre maiores. Sob vigilância – felizmente – da opinião pública, reformar e reequipar esses imóveis têm de obedecer ao princípio dos baixos custos, dentro da eficiência desejada. Não é o que acontece agora. Compram-se 120 banheiras de hidromassagem aquecidas; chuveiros, estimadas cada unidade em R$ 1,26; trituradores de resíduos (R$ 1,3 cada um); cubas de aço inox (R$ 1 mil); assentos removíveis para banho (R$ 2,00). Não há como se justificar as mordomias, a não ser dar combustível aos que sempre atacam a política e os políticos.
Assentamentos no pré-sal Insisto neste blog, desde os primórdios, que o MST (Movimento dos Sem Terra) passa longe de ser um movimento social que reivindica a reforma agrária, tenha isso o significado que tiver. Aqui, ali, acolá, há terras passíveis de desapropriação e distribuição entre trabalhadores rurais e ex-pequenos proprietários rurais, sob assistência governamental, para se evitar favelões rurais. Daí à generalização, a distância é estelar. O tal MST sabe disso muito bem, há um bom tempo. Justifica sua ociosidade ao partir para o que pensa ser política. 150 membros do MST invadiram, nesta quarta-feira, o salão do edifício-sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, contra mais uma rodada de licitação de áreas de petróleo e gás. A justiça os forçou a abandonar o edifício. Não seria demais supor que os militantes voltaram aos hotéis, para usufruiu as deliciosas praias cariocas neste fim de semana. Claro, a Viúva segurando a barra.
Dois pesos, três medidas Na reunião realizada na Barra do Sauípe, no aprazível literal da Bahia, os Estados Unidos, a Espanha e Portugal não foram convidados. São os exploradores de ontem e de hoje. Ou seja, o critério foi a política. A entrada da Venezuela no Mercosul acaba de ser aprovada pela Câmara dos Deputados, sob esmagadora votação da base governista. O país sob a direção do papagaio Chavez não atende aos critérios estatutários do mercado, que exige que todos os membros sejam uma democracia. Alegou-se, então, que o critério de participação é pragmático, as relações comerciais. Me engana, que eu gosto.
Preconceito As elites brasileiras não se emendam. Adoram inventar termos para fazer com que os pobres mortais passem ao largo do entendimento. “Focar”, por exemplo, é palavra usada até para se ir no banheiro. Por que o presidente Luiz Ignácio não poderia inovar ou dar novos significados a palavras consagradas no português popular do Brasil? “Sifu” pode querer dizer a própria, ou, de forma mais sofisticada, passa a significar uma pessoa física ou jurídica abatida pela crise, grafada como “sifuda”. “Chulé”, termo pronunciado perante dezenas de dirigentes latinoamericanos, com certeza expressa mais de um significado. É aquele mesmo, quando o jornalista árabe tirou e atirou seus sapatos sobre o presidente George Bush, numa zona de guerra, sob racionamento de tudo. Ou, talvez, uma arma de guerra, caso o alvo fosse o fim da inútil reunião dos chefes de estado latinoamericanos. Enfim ....
Escrito por Blog do thiollier às 15h10
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Carlos Brickmann

Alfredo Spínola mandou a coluna de Brickmann, com seu comentário:
"Vale ler tudo, mas a pérola está aqui:
"A lógica dos fatos
Aumentou fortemente o consumo de papel higiênico no país, e os técnicos do Governo atribuem o progresso à administração atual. Têm toda a razão."
Não mudaram nem as moscas – Coluna Carlos Brickmann
Coluna de quarta-feira, 17 de dezembro
Um dos fenômenos mais interessantes deste país, no momento, é a violência com que adeptos do atual Governo Federal se referem ao anterior, e vice-versa. É "apedeuta" (ignorante) pra cá, "sociólogozinho de (...)" pra lá, e nem parece que quem xinga hoje está entre os xingados de ontem. É como falar da mãe do irmão.
Não, não são farinha do mesmo saco: são a mesma farinha. Nelson Jobim foi ministro de Fernando Henrique, é ministro de Lula; foi líder do Governo Fernando Henrique no Supremo, foi líder no Supremo do Governo Lula. Renan Calheiros foi ministro de Fernando Henrique e é importante aliado de Lula; Romero Jucá foi líder no Senado de Fernando Henrique e é líder de Lula no Senado. Ricardo Barros, o malufista, foi líder de Fernando Henrique na Câmara, e hoje é Lula desde criancinha. O senador Romeu Tuma era do PFL, fechado com Fernando Henrique, hoje é do PTB, não menos fechado com Lula. Sarney não conta, que da última vez em que fez oposição o presidente era Juscelino Kubitschek.
Há mais, há mais. O presidente do Banco Central de Lula, Henrique Meirelles, se elegeu deputado federal pelo PSDB de Fernando Henrique. Paulo Maluf apoiou Fernando Henrique e apóia Lula. Reinhold Stephanes foi ministro de Fernando Henrique, é ministro de Lula. E tem também quatro anos de presidente da Previdência Social na ditadura militar (na época, não havia o ministério).
Já Delfim Netto, czar da Economia na ditadura, não foi ministro de Fernando Henrique nem de Lula. Mas, nos dois casos, foi e é seu principal conselheiro.
A lógica dos fatos Aumentou fortemente o consumo de papel higiênico no país, e os técnicos do Governo atribuem o progresso à administração atual. Têm toda a razão.
Pagar, não pagar O Governo Federal acaba de anistiar dívidas de até R$ 10 mil com a União, vencidas há cinco anos ou mais. Tem sua lógica: é mais caro cobrar do que arcar com o prejuízo. Nas cidades, periodicamente, há anistia aos devedores do IPTU, com perdão da maior parte da multa e longo prazo para pagar o que sobrou. A explicação é a mesma, sempre racional. Mas resta uma pergunta incômoda: qual o incentivo que se dá a quem paga direitinho o imposto, no prazo correto?
Serra presidente Não leve a sério pesquisas eleitorais com dois anos de antecedência. Menos de um ano antes das eleições de 1989, ninguém sabia quem era Fernando Collor. Três meses antes das eleições municipais paulistanas, Gilberto Kassab era o terceiro, longe dos líderes. Pesquisa, agora, é só divertimento: não indica nada.
Lula total Já o contínuo crescimento da aprovação ao presidente Lula, apesar da "marolinha", merece atenção: desperta em todos os governistas a tentação de continuar no poder, com um candidato imbatível, mesmo que para isso seja preciso mudar as leis. Um nome com mais de 80% de aprovação não pode ser descartado.
Olho no lance 1 Um grande escândalo será sacramentado nesta semana: a compra da Brasil Telecom pela Oi. O negócio era proibido, foi feito assim mesmo, com dinheiro público, e quando tudo estava acertado mudou-se a lei para escapar à proibição. Mas todo mundo finge que não há escândalo e até uma audiência pública foi convocada para a véspera do fechamento do contrato de compra.
Olho no lance 2 Outro grande escândalo está no forno (e num setor que sempre forneceu escândalos à vontade, o dos cartórios). A Câmara vota agora a efetivação sem concurso de quase 4 mil donos de cartórios, embora a lei exija o concurso.
Velhas maracutaias Uma recordação: quando o escritor Fernando Sabino casou com Helena, filha do governador mineiro Benedito Valadares, ganhou um cartório de presente de casamento. Ao separar-se, devolveu o cartório. E quem o ganhou foi a ex-esposa.
Festa da foto A reunião de 33 presidentes na Bahia não deu em nada. Só serviu para fotos.
Soltem a moça! Carolina Motta, 24 anos, está presa há quase dois meses por pichar o prédio da Bienal de São Paulo. A pichação é nociva, enfeia as ruas, exige gastos de quem não tem nada com isso, desestimula os moradores a deixar suas casas limpas e bonitas; deve ser combatida com rigor. Mas manter a moça presa por tanto tempo é demais. Em casos como esse, aquilo que se fazia antigamente era bem melhor: quem sujou que limpe. Chame-se a família, determine-se que pague a tinta e o que for necessário para recuperar o bem pichado, e coloque-se a pichadora para pintar aquilo que estragou, até que o conserto fique bom. E chega.
Processo neles! A Suprema Corte americana decidiu nesta semana que os fumantes que se sentirem enganados pela propaganda de cigarros "light" podem processar as fabricantes, exigindo indenização por seus problemas de saúde. As produtoras de câncer não têm como recorrer: a decisão da Suprema Corte é definitiva.
Escrito por Blog do thiollier às 11h39
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Flexibilização da CLT

Roger Agnelli, presidente da Vale, abriu o debate sobre a negociação dos direitos trabalhistas, em meio à crise financeira internacional.
O objetivo inicial é negociar a redução de salários e o reescalonamento da jornada de trabalho.
Na seqüência, entram em discussão várias outras todas consideradas intocáveis pelo movimento sindical, cuja cabeça continua voltada para o passado.
Se essa negociação não for aberta, a alternativa para as empresas é a demissão.
O raciocínio é simples. Com a redução do faturamento, custos terão de ser cortados.
Nos países desenvolvidos, a prática de acordos entre as empresas e seus funcionários, em torno da redução de direitos em troca de defesa do emprego, é corriqueira.
No Brasil, a crise pode nos empurrar para a modernidade, por incrível que isso possa parecer. Na época das vacas gordas, vacas gordas para todos. Na época das dificuldades, não há como não reparti-las, de alguma forma.
Parece que é óbvio, mas não é. Os sindicatos são inflexíveis e arriscam os empregos de seus representados.
Afirmam que na época das vacas gordas as empresas lucram nas alturas. Quando a situação se inverte, deveriam segurar a barra de seus funcionários, em contrapartida.
Não entendem o funcionamento do sistema. Quando o faturamento é alto, busca-se o lucro, a valorização, os investimentos no crescimento do negócio.
Piedade não faz parte do sistema. Nem para os trabalhadores, muito menos para os empresários.
Emblemática é a situação da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). Ela convocou sindicatos para propor a redução do porcentual de férias dos atuais 70% para 33,33% do salário-base, o aumento do turno de 6 para 8 horas e licença remunerada com redução de base salarial. Ou seja, deve-se trabalhar mais e receber menos.
As centrais sindicais entraram em pé de guerra.
Espero que o realismo as leve a ajudar na preservação das empresas e, conseqüentemente, na conservação dos postos de trabalho.
Escrito por Blog do thiollier às 11h25
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Alongamento e reeleição

A imprensa informou que, nesta terça-feira, a CCJ (Comissão de Constituição de Justiça) da Câmara aprovou o parecer do deputado João Cunha (PT/SP), que recomendou o fim da reeleição para os titulares dos Executivos federal, estadual e municipal, bem como o aumento dos mandatos de membros do poder legislativo, para cinco anos.
Não é bem assim.
A CCJ não aprova ou rejeita nada, no mérito.
Ela determina se a proposição é constitucional.
Assim, as proposições do deputado João Paulo foram consideradas constitucionais e seguem sua tramitação.
Será constituída uma comissão de deputados para, aí sim, analisar o mérito das propostas.
A proposta como um todo é positiva apenas no estabelecimento explícito da proibição do terceiro mandato para o ocupante do Palácio do Planalto. Está proibido o fim da reeleição para a Presidência da República.
Continua o debate sobre o alongamento dos mandatos. Muitos parlamentares defendem a continuidade do quadro atual, com mandatos executivos de quatro anos e reeleição por duas eleições.
Por outro lado, o terceiro mandato para o presidente Luiz Ignácio continua em pauta.
O deputado Carlos Willian (PTC) mantém sua proposta do terceiro mandato para o presidente Luiz Ignácio.
Em suma, muita água ainda vai correr debaixo da ponte.
Escrito por Blog do thiollier às 11h20
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Cinismo O presidente do Equador, Rafael Correa, em suas férias remuneradas em Barra do Sauípe, na Bahia, propôs a constituição de uma nova moeda, para o continente. Isto implica na formação de uma espécie de super "Banco Central", nos moldes do que existe na União Européia. Correa tem o direito de propor o que quer que seja, dentro dos limites democráticos. Mas não tem a legitimidade de propor a tal moeda, quando seu país decretou a moratória e o calote, não em decorrência de uma crise econômica. A razão é o boicote aos devedores, que estariam espoliando o Equador. Vejamos até quando Correa segura a queda-de-braço com o sistema financeiro ao qual seu país recorreu até ontem.
Eu sou você hoje Quem não se lembra do movimento pelo boicote e revisão ao pagamento da dívida externa, patrocinada pela Igreja Católica e por entidades sindicais, mas também de todo tipo? Realizaram até um plebiscito, em que participaram gatos pingados de todos os quadrantes. Por anos a fio o Partido dos Trabalhadores tinha a bandeira do boicote à divida externa como um dos centros da sua política. Junto ao boicote havia a revisão, uma auditoria, pois se acreditava que grande parte da dívida era pura "sacanagem". Pois bem. O PT mudou. Jogou fora as calças curtas. Aliás, praticamente já quitou a totalidade da dívida externa. Mas Rafael Correa, presidente do Equador, não leu esse último capítulo. Não só ele. O bispo Lugo, recém-eleito presidente do Paraguai, também. É irônico, mas o PT, anos depois, prova do próprio veneno.
Protógenes, acredite se quiser O autoproclamado Dom Quixote continua a apontar das suas. Agora foi em Recife, em palestra na OAB/PE (Pernambuco), levado pelas mãos do PSOL (Partido do Socialismo e da Liberdade). Rebelou-se contra a Polícia Federal, que o afastou da operação do setor de operação e inteligência. Entrará com um pedido de indenização, na esperança de que a Viúva suporte seu pleito. Se todo mundo pede, por que não eu? Acredito ser o que se passa na cabeça do pretenso justiceiro. Já imaginaram a farra que seu pedido poderia ocasionar? Qualquer pendência funcional viraria uma farra, daquelas. Protógenes tem todo direito de andar pelo país na companhia que quiser, inclusive ao lado da turma ultra-radical do PSOL. Pedir indenização à PF por medidas funcionais talvez requeiram a completação daquelas camisas geralmente brancas, que se amarram pela frente, que pensei estarem em desuso.
Juros Os americanos levam a crise financeira internacional do capitalismo a sério. Muito a sério. O FED, o Banco Central deles, baixou os juros para o menor nível histórico. Está em 0% e 0,25%. Os aplicadores nos títulos públicos americanos praticamente perdem as razões para aplicar nesses papéis. O investimento na produção, ou em ativos a ela ligados, passam a ser a única alternativa real para a reprodução de seu rico dinheirinho. Quando se chega a esses juros, o Tesouro está prestes a estabelecer juros zeros ou negativos. Ninguém enlouqueceu. Deslocar recursos de aplicações financeiras para a economia é uma questão, literalmente, de vida ou morte. A torcida é para o nosso Banco Central brasileiro não vacilar e iniciar a trajetória da baixa dos juros no Brasil. Não se pede o radicalismo americano. Mas o início da trajetória da queda dos juros, enquanto é tempo para fazê-la de forma controlada.
Etanol Barack Obama nomeou, segundo a BBC Brasil, o físico Steven Chu como secretário da Energia. Steven Chu é um dos pioneiros na pesquisa de energias limpas e renováveis. Sua nomeação pelo novo presidente aponta na direção do combate do aquecimento global e da dependência do petróleo. O Brasil lamentou, com razão, que Obama não tivesse assumido compromissos com a produção do Etanol, em proximidade com o etanol brasileiro. John McCain teceu loas ao combustível alternativo brasileiro. É cedo, muito cedo, para se queimar rojões. Mas que alguns devem ser preparados, devem.
Santa Catarina: Reação contundente Diante do furto de doações por militares, em Santa Catarina, o Exército brasileiro inicialmente abriu investigações, apenas. Afastou os soldados e o sargento, e os confinou a atividades burocráticas na Força. Não se sabe se devido à repercussão externa ou por pressão dentro do próprio Exército, o que é mais provável, os militares envolvidos nos furtos passaram a ser alvo de um Inquérito Policial Militar. As punições são de natureza muito mais grave. Implicam na expulsão. Existe a mais ampla liberdade de defesa. Mas os supostos crimes serão enfrentados de forma contundente. O Exército recupera sua imagem, em defesa de milhares de militares que, inequivocamente, prestaram e continuam prestando um serviço humanitário insubstituível para minorar a tragédia de Santa Catarina.
Escrito por Blog do thiollier às 11h16
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Bloco anti-imperialista
Os partidos radicais de esquerda, as entidades sindicais, os setores radicalizados da Igreja Católica Apostólica Romana há anos esperneiam contra a constituição da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas).
Alegam que este mercado livre entregaria a América Latina de mãos beijadas aos Estados Unidos e Canadá. Em troca, os países da América do Norte teriam muito pouco a entregar, exceto a participação privilegiada em seus mercados.
Em resposta aos Estados Unidos e ao Canadá, os países latino-americanos criarão a CAL (Cúpula da América da América Latina e Caribe), composta por 33 países, inclusive Cuba.
A CAL, envolverá os 33 países da região e seus blocos regionais - Mercosul, Comunidade Andina (CAN), Sistema de Integração Centro-americano (Sica), Caricom, Associação Latino-americana de Integração (Alado, Una sul e Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba).
Se existem problemas para constituir a ALCA, muita gente séria propõe discussões com seus membros, Estados Unidos, Canadá e México, para que se cheguem a acordos minimamente aceitáveis.
Independentemente das questões políticas e ideológicas, o ingresso de Cuba no mercado livre latino-americano dispensa comentários, pela pujança econômica desse país produtor de cana.
A posição adotada levam o México, o Chile e a Colômbia, dentre outros, a aplaudir de pé, seu acesso quase exclusivo ao maior mercado comum do mundo, consumidor em larga escala de todo tipo de produto.
Radicalismo e burrice são gêmeos univitelinos.
Escrito por Blog do thiollier às 13h06
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Drogas: 6% das verbas

Tornou-se prática corriqueira dotações orçamentárias espetaculares, anunciada pelo governo aos quatro ventos.
Dizer que antes tarde do que nunca é muito pouco.
Quem não conhece os bastidores do Planalto e dos Ministérios do Planejamento e Fazenda cai no conto da “Escolinha do Professor Raimundo”.
Essas fantásticas verbas são anunciadas naquelas reuniões em que estão presentes o presidente Luiz Ignácio, alguns ministros e várias autoridades. Dinheiro para isso, dinheiro para aquilo. “Agora vai, balbuciam os mais bem-intencionados”. Os recursos fazem parte do Fundo Nacional Antidrogas (Funad), que dispõe, em tese, de R$ 12 milhões por ano para apoiar projetos e capacitar agentes no país inteiro.
Se forem considerados convênios com entidades privadas e repasses diretos, foram gastos ou investidos R$ 4,3 milhões (34% do fundo).
Nos dois anos anteriores, foram gastos 54%.
O quadro é preocupante. O consumo de cocaína e crack cresce sobretudo nas capitais nordestinas e também em Brasília.
Situações como essa não aparecem na propaganda oficial, evidentemente e pelo porte moderado das verbas envolvidas não despertam a atenção da sociedade.
Infelizmente, só quando se tornar uma epidemia, sobretudo entre a juventude, é que irá propiciar novas “Escolas do Professor Raimundo”.
Escrito por Blog do thiollier às 12h58
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A pesquisa CNT-Sensus

A única novidade, mesmo assim previsível, na pesquisa CNT-Sensus, são os índices elevadíssimos de popularidade do presidente Luiz Ignácio.
Elevadíssimos índices de presidentes não são novidades.
O presidente Sarney, em 1986, em pleno Plano Cruzado, praticamente empatou com os atuais índices do presidente Luiz Ignácio.
O mesmo aconteceu com o presidente Fernando Henrique Cardoso no início do Plano Cruzado.
A novidade é que o presidente Luiz Ignácio vem mantendo elevadíssima aceitação popular, há meses.
Essa performance tem a ver com a economia, evidentemente, como teve no caso dos mandatários citados.
Da minha parte, torço para que esses índices permaneçam altos, pois sua queda será decorrente da crise econômica, que não tem torcedores, nem interessados.
A pesquisa CNT-Sensus apresenta o governador José Serra na liderança, mas já traz duas informações importantes.
O governador de Minas, Aécio Neves, cresce em todos os cenários, embora de forma discreta.
A ministra Dilma Rousseff, como apontamos em notas anteriores, cresce discretamente. Vem mostrando sua viabilidade como candidata do lulopetismo.
Não acredito que Ciro Gomes e Heloísa Helena tenham fôlego para vôos maiores.
No mais, nada de novo.
Escrito por Blog do thiollier às 12h55
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Pacote pró-consumo, bola dentro

O pacote pró-consumo, lançado pelo governo nesta quinta-feira, vale mais pelo rumo que aponta, do que pelo seu significado econômico.
O governo editou medidas provisórias, já aprovadas no Congresso, para criar um colchão protetor para o sistema financeiro. Editou outras para capitalizar as empresas da construção civil.
Este Blog ressaltou seus aspectos positivos, mas somou-se àqueles que criticaram seu sentido estratégico.
Não era suficiente a pregação do presidente Luiz Ignácio pelo incentivo às compras, que se transformou em mantras quase religiosos.
Nesta quinta-feira, a intenção entrou para o mundo real.
Pode-se criticar a insuficiência de uma ou de outra medida, mas não se pode negar o salto de qualidade.
O governo abriu os bolsos. Renunciou a receitas. Pôs dinheiro no bolso das classes médias e, sobretudo, incentivou o consumo de automóveis.
Se algumas medidas postas em práticas se revelarem insuficientes, podem sofrer ajustes finos. Esse é o sentido geral.
Existem os que criticam o pacote de consumo alegando que medidas como as que foram tomadas deviam estar em curso na época das vacas gordas. Em parte têm razão. No entanto, é ocioso chorar pelo leite derramado.
Outros, com mais razão, apontam para o atraso com que essas medidas foram tomadas. Antes tarde do que nunca.
Existem ainda os críticos da ineficácia do pacote, ou da sua superficialidade. Seus prognósticos serão verificáveis apenas em semanas, ou em alguns meses. Eles não podem deixar de reconhecer, porém, o sentido positivo das medidas tomadas e os precedentes que elas abrem. Não faria mal a essa gente a ingestão de doses de boa vontade.
Espero que o pacote desta quinta deva inspirar programas de incentivo ao consumo, imediatamente, até mais ousados.
O governo está abarrotado de recursos, devido aos sucessivos recordes de arrecadação. Transferi-los para a sociedade, em montantes significativos, é a forma mais efetiva para gerar consumo e girar a economia.
Escrito por Blog do thiollier às 10h39
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Alexandre Thiollier


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